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| Meu presente nem é físico para caber ou não nessa caixinha, mas com certeza é mais valioso e com certeza cabe nesse sorriso. |
mas é inútil – é vago.
E eu não gosto de coisas ocas,
eu não gosto do eco.
Eu gosto de sentir tudo em sua forma mais pura
– e é isso que faço agora.
Mas como comunicar o que se passa
em meu coração?
Como explicar esse aperto bom,
essa emoção?
Como explicar essa vontade de
gritar
agradecendo o Todo por esse
presente tão singular?
Agradecida, sr. Todo!
Mas agradecer não basta.
O Todo pode sentir a minha gratidão
– e isso sim ecoa de uma maneira
bonita.
É um sentimento que vai se expandindo
e pode cobrir o meu mundo inteiro.
E, se o Todo sente, não tem porque
pôr em palavras.
Não é ele que precisa ser
constatado de tudo isso.
Afinal, ele também é tudo isso.
Mas “tudo isso” é o que – fora o
Todo que é tudo?
Tudo isso é um sorriso que eu
sorrio ao pensar nesse presente.
Tudo isso é o brilho dos meus
olhos ao viver esse presente.
Tudo isso são as gargalhadas sem
fim que esse presente me obriga a rir.
Tudo isso é o suspiro aliviado ao
encontrar esse presente.
Tudo isso é o próprio presente
emanando, fortificando.
Tudo isso nem cabe em mim, como
pode caber nas palavras?
E é por isso que o sentimento
desperto
é tão grande que não me cabe em
mim.
Ele transborda.
E talvez essa seja a melhor
definição:
Ágape existe – é aquele amor que
transborda.
E esse amor é meu presente.
Esse presente é a amizade.
Obrigada, sr. Todo.

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