Pages

terça-feira, 19 de maio de 2015

Presente

Meu presente nem é físico para caber ou não nessa caixinha,
mas com certeza é mais valioso e com certeza cabe nesse sorriso.
Tento colocar o que sinto em palavras,
mas é inútil – é vago.
E eu não gosto de coisas ocas,
eu não gosto do eco.
 Eu gosto de sentir tudo em sua forma mais pura
– e é isso que faço agora.

Mas como comunicar o que se passa em meu coração?
Como explicar esse aperto bom, essa emoção?
Como explicar essa vontade de gritar
agradecendo o Todo por esse presente tão singular?

Agradecida, sr. Todo!
Mas agradecer não basta.
O Todo pode sentir a minha gratidão
– e isso sim ecoa de uma maneira bonita.
É um sentimento que vai se expandindo
e pode cobrir o meu mundo inteiro.
E, se o Todo sente, não tem porque pôr em palavras.
Não é ele que precisa ser constatado de tudo isso.
Afinal, ele também é tudo isso.

Mas “tudo isso” é o que – fora o Todo que é tudo?
Tudo isso é um sorriso que eu sorrio ao pensar nesse presente.
Tudo isso é o brilho dos meus olhos ao viver esse presente.
Tudo isso são as gargalhadas sem fim que esse presente me obriga a rir.
Tudo isso é o suspiro aliviado ao encontrar esse presente.
Tudo isso é o próprio presente emanando, fortificando.
Tudo isso nem cabe em mim, como pode caber nas palavras?

E é por isso que o sentimento desperto
é tão grande que não me cabe em mim.
Ele transborda.
E talvez essa seja a melhor definição:
Ágape existe – é aquele amor que transborda.
E esse amor é meu presente.
Esse presente é a amizade.

Obrigada, sr. Todo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário