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domingo, 29 de novembro de 2015

LUTA (assim na Terra, como no céu)



O asfalto é muito quente pra pisar;
A lama é muito espessa pra arriscar;
A igreja não é acolhedora pra rezar;
E até esse Deus distante parece se revoltar.

Mudança!, a natureza implora.
Empatia!, a mente explora.
União!
Pede alguém que mora
No meio dessa cisão.

O mundo parece um lugar violento,
Mas a gente tem voz, força e talento
Pra tirar essa situação do relento.
E não pense que lutamos contra moinhos de vento!

A natureza do ser humano
Roga por um plano
Que seja diferente.
Que não deturpe nossa mente
Com um medo evidente.

Porque o medo emudece,
Quando a gente tem que gritar.
O chão ele aquece,
Para que não ousemos pisar.
O coração ele endurece,
Para que sejamos incapazes de lutar.
Mas a alma se enfurece,
E a gente resolve mudar.

Ao contrário do que o medo quer,
A gente dá as mãos, a gente se une,
E aí a gente consegue pisar em lugar qualquer
Que a gente quiser.
Asfalto, lama, o que vier.
A gente caminha pra mudança
E consegue como quem dança
Fazer de um jeito que a injustiça balança
E com a luta a empatia nos alcança.
A gente vence o medo e faz a diferença
Pra acabar com essa miséria que parece de nascença.

Assim na Terra, como no céu.
Do micro pro macro, existe um réu.
E daqui a gente faz um escarcéu
Para que a vida tenha mais gosto de mel.

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