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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Quando a insulina dói


O negrume sai do pâncreas,
Se alastra pela alma,
Sobe a garganta,
Quando sai pela boca
É como uma mão
Que arranca o coração.

Mas o coração, persistente,
Não se entrega
Assim tão facilmente
E então carrega
Quase que diariamente
Essa dilacerante sensação.

E o pâncreas...
Junto com a alma,
Junto com a prece,
O pâncreas apodrece.

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