segunda-feira, 28 de setembro de 2015
O sangue da lua marciana
Eu to sangrando o sangue sagrado
que também a lua sangrou.
E, se esse sangue escorre de meu ventre,
é porque a lua transita no signo marciano
como no dia que nasci,
e vem me dizer para que combata.
O sol pede equilíbrio e bom senso,
mas a lua não acata.
E, nessa dança entre luz sibilante
e sombra brilhante,
eu sou convidada a olhar contente
a minha própria dualidade latente.
Do breu, pode nascer uma ariana
guerreira de coração e vulva virgens,
que sangra o sangue da lua e que,
longe de temê-lo,
agradece por tê-lo
escorrendo em sua coxa marcada
da luta antes travada
com a escuridão.
Essa guerreira não anda mais em sofreguidão.
Ela dança na noite como dançaria no dia,
porque resolveu ter a ousadia
de fazer do próprio coração moradia.
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